Paolo D'Aprile

Nasci em 1963... sou um homem de meia idade! Moro em São Paulo desde 1989 e meu trabalho de fisioterapeuta me pôs en contato com as situações extremas de nossa cidade, desde as favelas até os "meninos de rua". Participei de vários projetos de inclusão por meio do exercício dos direitos civis. Quando crescer quero ser jogador de futebol, astronauta e bombeiro.

Carregadores do mundo, uni-vos!

Não quero que acabe. Que tudo acabe desse jeito medonho. Sempre soube. Afinal, todos sabem o rumo que a vida toma. Sem essa de destino. Não me venham encher o saco agora. Se vive do jeito que se escolhe viver,…

Bolsonaro Genocida

OLHARES     Por Paolo D’Aprile     Bolsonaro genocida. Se o irmão do ministro da saúde fosse acusado de estupro. Se o processo estivesse atolado na papelada burocrática há décadas. Se as vítimas, menores de idade, o tivessem reconhecido.…

Guia prático do ódio

Muita gente na favela. A única sala do Posto de Saúde, lotada desde cedo. Finalmente alguém organiza a fila, mas a tentativa de colocar ordem na alegre bagunça dura pouco: tomados por um anseio irreprimível, todo mundo quer ver de…

A luz acesa

OLHARES     Por Paolo D’Aprile     Mil anos atrás recebi o convite para escrever um artigo sobre o nosso trabalho. Contei de um menino aninhado em um caixote de papelão com um buraco de bala na perna, a…

LULA, A BATALHA CONTINUA

OPINIÃO     Por Paolo D’Aprile     Ainda não acabou. Na verdade, está recomeçando tudo de novo. E pode ficar ainda pior. A notícia, pegou o Brasil de surpresa, após cinco anos, ninguém esperava tal decisão: os julgamentos contra…

Aruká Juma, o último

OPINIÃO     Por Paolo D’áprile     Caetano Veloso escreve e canta a epopeia de um índio. “Índio” no sentido de indígena, natural da terra, nativo originário, herdeiro daqueles homens e mulheres que atravessaram o Estreito de Bering e…

CRÔNICA | Muitos anos depois e o reencontro

Havia um homem ruivo que não tinha olhos nem orelhas. Ele também não tinha cabelo, de modo que só poderíamos chamá-lo de ruivo condicionalmente. Ele não podia falar porque não tinha boca. E também não tinha nariz. Não tinha sequer…

Onde o azul é mais azul

Como o verso da canção, na luz intensa do sol a sublinhar contrastes, luz exaltando as cores, luz que envolve o mundo em constante mudança, sempre igual a si mesmo. Onde o azul é mais azul, como no fio do…

Chick Corea: uma vida muito além do piano

Ganhei o ingresso de um amigo. Fui. E estou lá até hoje. Daquela sala de concerto nunca mais sai. Minhas perguntas continuaram sem resposta, como notas agudas suspensa no infinito, como um acorde dissonante sem resolução harmônica. No palco, o…

Terceira Carta aberta aos amigos brasileiros: praias lotadas, festas, egoísmo e COVID

Caros amigos, quero continuar o discurso interrompido. Mais duas palavras, algumas linhas, cinco minutos de paciência. Aquilo a que estamos assistindo passivamente nessas longas e terríveis semanas, que muitos de nós transcorrem fechados em casa na tentativa heróica de lutar…

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